Indicadores com restrições
Alguns indicadores têm restrições, devido à desatualização ou falta de detalhamento. Clique aqui para saber mais.
Violência por local de moradia
Os dados de mortes violentas por local de moradia (homicídio, homicídio juvenil, morte por ação policial e morte juvenil por ação policial), referentes a 2007 e 2008, ainda não foram disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde. A confirmação desses dados depende de checagens técnicas que ainda não foram finalizadas.
Definição de tendências
Para definir se o indicador melhorou, piorou ou ficou estável, foram considerados os valores dos dois anos mais recentes disponíveis. Foram considerados estáveis os indicadores que permaneceram na faixa de variação de 5% para mais ou para menos (note bem: 5% do valor, não 5 pontos percentuais). Variação maiores do que 5% foram consideradas relevantes para indicar melhoria ou piora dos dados. Para calcular a porcentagem de variação utilizou-se: (valor do ano posterior - valor do ano anterior) / ano anterior X 100.
Renda domiciliar
O valor da renda domiciliar referente a 2006 foi modificada. Em 2007, o Instituto Pereira Passos (IPP) forneceu relativamente a 2006 o dado de R$ 2.540,08, com base na Pesquisa Anual por Amostragem de Domicílios do IBGE. Nas tabelas disponíveis para download no site do IPP em novembro de 2008, com base na mesma fonte, aparece um novo valor para o mesmo ano de 2006 de R$ 2.710,00, que foi incluído agora neste sistema.
População
A estimativa de população por Região Administrativa (RA) em 2006 e 2007 foi feita com o uso dos dados do estudo desenvolvido pelos demógrafos Kaizô Iwakami Beltrão, Ana Amélia Camarano, Solange Kanso e Sonoe Sugahara, disponível no site Armazém de Dados. Foi empregada a hipótese 2 do referido estudo. Para a população de 2008, aplicou-se sobre os números do estudo mencionado, linearmente para as Regiões Administrativas, o percentual de crescimento populacional calculado pelo IBGE.
Classificação das RAs
As Regiões Administrativas foram classificadas de acordo com cada indicador em cinco faixas, do melhor para o pior valor. Essa classificação mostra as disparidades internas à cidade, sem fazer referência a padrões ou parâmetros externos. Para a classificação, foram usados normalmente quintis (divisão da escala de valores em cinco partes iguais). Quando necessário, para evitar cortes pouco justificáveis do ponto de vista da situação real, foram realizados ajustes de escala.
Saúde municipal
Para os dados referentes a nascimentos e óbitos por local de moradia, foram usadas as Declarações de Nascidos Vivos e as Declarações de Óbitos fornecidas pela Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. A partir dos endereços de moradia constantes nas declarações, os nascimentos e óbitos foram referenciados às diferentes Regiões Administrativas. Em diversos casos, o bairro ou região anotados não correspondiam ao endereço, principalmente no caso de logradouros pertencentes a áreas de favelas. Nesses casos, sempre que identificados, foram feitas as correções. É possível no entanto que ainda subsistam subnotificações.
Internações hospitalares
No caso dos indicadores construídos a partir dos dados de internação hospitalar, foram usadas as Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) disponibilizadas pelo Datasus. Nessas autorizações, aparece apenas o CEP de moradia do paciente, não o endereço completo. Assim, o referenciamento às Regiões Administrativas foi feito apenas com o uso do CEP. A inexatidão desses registros exigiu uma crítica prévia dos dados, eliminando casos em que o CEP coincidia com o do hospital ou correspondia a praças e espaços públicos.
Educação
A base de dados para os indicadores de Educação foi o Censo Escolar do INEP / MInistério da Educação. Foi usado para os indicadores 2006 o Censo Escolar 2006. Este Censo, ainda com metodologia antiga, abarca dois anos diferentes: refere-se às matrículas de 2006 (a partir das quais foi calculada a distorção idade/série) e ao rendimento de 2005 (a partir do qual foram calculados abandono e reprovação). Por essa razão, a RA Guaratiba apresenta, no ensino médio da rede privada, o indicador de distorção idade/série (ano base 2006), mas não tem dados de reprovação e abandono (ano base 2005).
Para os dados de 2008, foi usado o Censo Escolar 2008. Com operação já informatizada, o Censo 2008 adotou a nova metodologia de unir os dados de matrícula e rendimento referentes todos ao mesmo ano. Com isso, a base de dados se refere toda ela a 2008.
Nas duas bases anuais utilizadas, os indicadores se referem ao local de matrícula dos estudantes. A partir do Cadastro do Censo Escolar, foram identificadas as RAs às quais pertencem as escolas, sendo que se verificou inexatidão nos registros desse cadastro: em alguns casos, o bairro declarado pela própria escola no cadastro não correspondia ao bairro oficial de sua localização. Sempre que identificados, esses casos foram corrigidos.
Para o cálculo de índice de reprovação, foram consideradas apenas os estudantes que terminaram o ano, com a aplicação da fórmula:
(reprovados) / (aprovados+reprovados) X 100.
Para o cálculo do abandono, foram considerados todos os estudantes, descontadas as transferências e óbitos, com a aplicação da fórmula:
(abandonos) / (aprovados+reprovados+abandonos) X 100.
Violência
Os indicadores de violência provieram de três diferentes fontes: Autorizações de Internação Hospitalar, Declarações de Óbitos e Ocorrências Policiais disponíveis no site do Instituto de Segurança Pública (ISP). Nos dois primeiros casos, a referência às RAs foi feita pelo local de moradia, com uso do endereço ou CEP do paciente. No caso das ocorrências policiais, pelo próprio local de ocorrência. Nesse último caso, no entanto, os dados disponíveis estão agregados por Distrito Policial, que não correspondem exatamente nem aos bairros nem às RAs. O ISP alegou razões de sigilo legal para não fornecer os endereços detalhados das ocorrências, o que impossibilitou a adequação precisa dos dados. Por isso, foi necessário ajustar os limites das RAs quando se tratou de dados provenientes dos registros policiais (consulte a página Regiões para detalhamento desse ajuste).
Além disso, como alguns DPs cortam bairros ao meio, foi necessário, em alguns casos, calcular os indicadores conjuntamente para mais de uma Região Administrativa (RA). Nesses casos, foi atribuído a cada RA o valor do indicador calculado conjuntamente. O número absoluto de casos também foi, portanto, somado, e aparece entre colchetes na página do indicador. Essa situação se aplica a: Lagoa e Rocinha; Ilha de Paquetá e Ilha do Governador; Cidade de Deus e Jacarepaguá; Jacarezinho e Méier; Complexo do Alemão, Penha e Vigário Geral; Portuária e São Cristóvão; Maré e Ramos.
Qualidade das praias
A qualidade das praias é definida pela FEEMA de acordo com a Resolução 274/2001 do CONAMA. Ela diz respeito à quantidade de coliformes fecais em 100 ml na amostra de água recolhida em cada praia, de acordo com os limites abaixo:
Ótima: Máximo de 250 em 80% ou mais do tempo
Boa: Máximo de 1.000 em 80% ou mais do tempo, exceto as ótimas
Regular: Máximo de 1.000 em 70% ou mais do tempo e menos de 80% do tempo
Má: Máximo de 1.000 em 50% ou mais do tempo e menos de 70% do tempo
Péssima: Praias que não se enquadram nas categorias anteriores