Home > Editorial


Metas para o Rio

Ninguém escapa aos projetos quando um ano começa. Felizmente. “Esse ano” é uma expressão carregada de esperança de realização de tudo que, na vida, poderia ter sido mas ainda não foi.

Esse ano, nós do Rio Como Vamos, desejamos à cidade do Rio de Janeiro e a seus habitantes mudanças que nos tragam um cotidiano mais humano, paz e mais alegria. Para que esses votos não sejam vagos, a cidade precisa ter metas que deseja alcançar em 2009 e lutar por elas.

Um novo prefeito assumiu em 2009. Esperamos dele as metas que se comprometeu conosco a fixar para que possamos saber se, sim ou não, estamos avançando nos sonhos que o Rio formulou com ele quando o elegeu. Sonhos compartilhados são uma pesada responsabilidade. O Rio já sofreu tantas decepções!

Em uma campanha política se promete muito e, agora, tudo precisa se tornar concreto e mensurável. O que podemos de fato esperar? Prefeito em breve nos dirá, pelo menos foi o compromisso que assumiu conosco, antes e depois da eleição. Mas para além do que ele fixar como metas para sua prefeitura, nós, o que achamos ou sabemos que precisamos? No seu bairro, você com seus vizinhos, o que gostariam que mudasse para melhor?

Junte um grupo e pergunte: aqui, no nosso bairro, como vamos? Se você olhar os indicadores que o Rio Como Vamos preparou, terá uma boa idéia de como vai o seu bairro. Cada cidadão tem em si um governante adormecido, cada um sabe onde lhe dói a ineficiência de governos passados. Assuma a responsabilidade pelo lugar onde mora. É um ótimo começo.

Você anda pela cidade, usa os transportes públicos, trabalha em outro bairro. No seu dia-a-dia, o que poderia melhorar? Aproveite o início do ano, quando é permitido sonhar, e não deixe escapar o seu desejo que, quase certamente, é um direito não atendido. Prometa a si mesmo e a nós, do Rio Como Vamos, que, em 2009, juntos, ajudaremos a melhorar nossa cidade.

Do prefeito estamos cobrando metas e monitorando seu cumprimento. Mas, de nós mesmos, que metas vamos cobrar? Que comportamentos, indiferentes ou agressivos com a cidade, podemos substituir por atenção e participação no que determina nossas vidas?

Nossa esperança é que nenhum de nós desista do Rio e que cada um chame a si, seriamente, a responsabilidade de contribuir com a cidade, aumentando nosso empenho na preservação dessa terra que é nossa casa e nosso pão de cada dia.

Rosiska Darcy de Oliveira
Presidente-executiva do Rio Como Vamos