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31/01/2011 - Jornal O Dia - Coluna Trihas para o Rio
Mobilização pelo Rio
Foram tantas décadas de crise que muita gente boa jogou a toalha e se mandou. Foi tentar a vida em São Paulo, em Floripa, em Brasília, na Europa ou nos Estados Unidos. Os jovens mais brilhantes que não participaram da diáspora eram empurrados pelas suas famílias a fazerem concurso público, não para trabalharem pelo bem público, mas para já irem pensando em suas aposentadorias. E vários dos nossos líderes empresariais ganhavam a vida mais pela corretagem de favores que pelo vigor de seus empreendimentos. A pasmaceira era generalizada, o sentimento reinante era a de que a vaca já tinha ido pro brejo.
Hoje está tudo mudado. E, ao contrário do que dizia o velho samba da Caprichosos, não tem muita gente no lugar errado: pelo contrário.
Grandes empresários se mobilizaram pela melhora do ambiente de negócios, não apenas para si, mas também para os micro e pequenos; financiaram os esforços do Governo do Estado pra melhorar sua capacidade de gestão e, agora, deram pra se envolver também na pacificação, seja doando recursos, seja tentando desenvolver os seus negócios nas áreas pacificadas.
Pessoas que se deram bem no mercado de trabalho paulistano resolveram voltar pra cá e, não tendo pressa de cavar o ganha pão, resolveram doar seu tempo e sua competência para organizações não governamentais que têm iniciativas louváveis, mas precisam se profissionalizar.
Jovens entusiastas e bem preparados abrem mão dos salários que poderiam estar ganhando no mercado para trabalhar no governo do Estado ou na Prefeitura; ou que se lançam na montagem de novas organizações da sociedade civil - tudo pelo prazer de estarem participando da reinvenção do Rio.
Um grupo de cariocas, natos ou não, oriundos de diferentes segmentos da sociedade (empresariado, academia, terceiro setor) se uniram em torno do Rio Como Vamos, uma iniciativa que aposta em uma nova cultura política - disseminando indicadores de qualidade de vida e cobrando dos atores capazes de ifluenciar estes indicadores, não apenas metas, mas que elas sejam alcançadas com eiciência e eficácia.
O vento mudou. O Rio está pegando fogo. Tomara que não seja fogo de palha!
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